Wednesday, April 30, 2008

Goiaba

Goiabeira em fruto
Decidi plantar os caroços de uma goiaba que comprei e, surpresa das surpresas, o pequeno arbusto está atrofiado num vasos da minha varanda) tem já vários frutos a despontar. Não acredito que vá dar nada de especial se não for posto na terra, mas como não tenho jardim vai ter que se contentar com o espaço que tem. Não quero abdicar dele como já abdiquei de outras árvores de fruto que estão felizes e saudáveis nos quintais de pessoas amigas e eu só as vejo de visita. Também costumo ter direito a uma parte da colheita (não me posso queixar).

Como parece que tenho mão verde, tudo o que ponho na terra floresce e dá frutos. Tenho também um pé de manga que obtive a partir de um caroço, do qual já me tinha esquecido. De repente, olho para o vaso e vejo um rebento já grande com várias folhas. Não reconheci de imediato de que planta se travava até que, por tentativa, lá cheguei. Já esteve esplendorosa mas agora começou a perder as folhas e o viço. Vamos lá ver o que se vai passar.

Tuesday, April 29, 2008

Oficina do chocolate


Pois é!, outras das minhas paixões é fazer vários cursos sobre assuntos que me interessam!



Já fiz vários: sevilhanas, arraiolos, flores artificiais, pintura decorativa, jardinagem e culinária.



Entretanto tive a oportunidade de me inscrever num curso de bonbons de chocolate. Aprende-se a fazer tudo desde derreter o chocolate correctamente até à embalagem final. Vou fazer este curso no dia 20 de Maio no Chá da Esperança. Espero poder fazer uma reportagem fotográfica.



A primeira vez que tive contacto com esta arte foi num almoço que teve lugar no restaurante Estufa Real no Jardim Botânico da Ajuda onde houve uma demonstração por parte da empresa Casta Lusa. Os bonbons eram únicos e deliciosos! Bem melhores que os importados. Deixo uma foto que, na altura, tirei.

Monday, April 28, 2008

O meu Jardim público (parte 2)


Hoje, tive uma bela surpresa! Pela primeira vez, em sete anos, alguém se lembrou de mandar regar aquele pedaçinho verde que me tem dado tanto trabalho a manter.


Afinal parece que, de momento, a minha longa batalha está ganha. Vamos ver se é para continuar ou se foi só fogo de vista.


Tenho esperança de que aquele espaço colorido, por mim, tenha finalmente o seu lugar ao sol sem se queimar no verão.


Fiquei muito feliz e vou festejar!

Saturday, April 26, 2008

o meu jardim em vasos




Gostaria de apresentar o meu jardim em vasos que na primavera está no seu auge. Este ano as plantas ficaram um pouco desorientadas com as diferenças climáticas mas mesmo assim posso ainda desfrutar de muitas cores e texturas que me regalam a alma.




Mal me levanto vou direita à varanda para apreciar aquela panóplia de cores e perfumes. Não começo o dia sem alimentar o espírito com aquela visão explosiva de cor.




Assim, tenho capuchinhas vaporosas e coloridas, rosas aromáticas, verbenas variadas, petunias, crisantemos rosa, brancos, fuchsia, azáleas vermelhas, etc. e até uma brunfelsia (não sei o nome comum) cujas flores são brancas, lilazes e purpura.






Tamarillo - um grito vermelho!





Sempre achei que seria difícil ter um pé de tamarillo no meu jardim em vasos. Até que um dia, resolvi comprar um fruto e plantar as sementes. Não tive que esperar muito para descobrir que é uma planta de fácil propagação. Já tive vários pés e várias colheitas. Também se propaga facilmente através de um rebento da própria árvore. O ano passado até deu para fazer doce que é delicioso e com um sabor que não consigo explicar. As torradinhas barradas com este doce são simplesmente divinais mas, há sempre um mas, a confecção do doce é um bocado trabalhosa. Tem inumeras sementes (tipo maracujá) que depois de cozidas parecem pedras. Por isso, há que eliminá-las.

Ameixas lindas!

Um milagre da natureza



Como já tenho dito, sinto-me algo frustrada por não ter um espaço verde para poder dar largas à minha obsessão pela jardinagem.



Assim, aproveito tudo para plantar.


A minha varanda é muito estreita mas está pejada de plantas de todas as espécies e até árvores de fruto! O ano passado colhi umas belas ameixas originárias de um caroço que eu tinha atirado para dentro de um vaso! As fotos são do ano passado. Este ano as plantas baralharam-se um pouco com clima e está tudo ao contrário. Os bolbos das tulipas tiveram flores prematuras e imperfeitas, os lírios( coroa de rei) não deram flor, etc.. Parece-me que não vou ter ameixas este ano. A árvore está linda e enorme ( o vaso é que vai sendo pequeno) mas as flores caíram com as chuvas torrenciais e os ventos dos últimos dias. E parece que, do inverno, passámos ao verão.








Qualquer dia vou ter que me despedir da ameixoeira ou deixá-la morrer por falta de espaço. Confesso que nem sei como é que vou tirá-la dali. Pode-se ver, pelas fotos, a beleza desta árvore.

























Abacate


Plantei um caroço de abacate, num vaso, há um tempo atrás e, como não tenho jardim e a árvore não parava de crescer fui obrigada a levá-lo para casa de um familiar que o recebeu de bom grado. Passados uns anos, a árvore tem mais de três metros de altura, está linda e frondosa, farta-se de dar flor mas fruto nem vê-lo. Acabam por cair as flores todas e no ano seguinte repete-se tudo: Profusão de flores e nada de frutos.



Entretanto, plantei outro caroço e verificou-se a mesma situação. Começou a crescer demasiado e foi necessário levá-lo para o quintal de uma amiga que o pôs de imediato na terra. Não cresceu muito mas, em pouco tempo, ficou cheio de abacates. Não percebi!



Recentemente, fiz outra tentativa e levei um exemplar, já com uns 20cm, para o exterior, um jardim público que, há 7 anos, ando a fazer num espaço em frente à minha casa. Está a crescer a bom ritmo mas receio que venha a ser vandalizado.

Saturday, April 12, 2008

A minha Paixão: a jardinagem!

o meu jardim público
Um regalo para os olhos
Não sei por que nasci na cidade se tenho alma de camponesa. Sinto desgosto por não ter um pedaço de terra para poder encher de todas as cores possíveis e imaginárias!

Com esta minha necessidade de mexer na terra, resolvi há já algum tempo dedicar os meus tempos livres a criar um oásis para plantas num espaço desaproveitado e negligenciado perto da minha casa. O jardim em vasos já não me chegava e então decidi transferir para lá algumas espécies que tinham crescido demasiado em casa. Algumas vizinhas e amigas que também queriam desfazer-se de alguns vasos, disseram-me que fizesse das plantas o que bem entendesse. Por outro lado, encontrei algumas plantas atiradas para o lixo que consegui salvar.

Pedi a um vizinho que abrisse os buracos e assim começou a nascer um pequeno espaço verdejante que regala os olhos de quem passa. Com o entusiasmo, enchi-me de coragem e dirigi-me à Câmara na esperança que pudessem integrar este espaço no seu esquema de regas (o que não era difícil uma vez que vinham sempre regar as plantas vizinhas). Para meu espanto disseram-me que era proíbido construir jardins na via pública! O que é premiado e incentivado noutros países e talvez noutras Câmaras, aqui parace que dá multa! Não me chegava já, ver algumas plantas sistemàticamente destruídas pelas pessoas que as assaltavam, espezinhando tudo, para colher as flores, com os cães que as elegiam para fazer as necessidades, perante a passividade dos donos, tinha ainda que lidar com um puxão de orelhas por estar a tentar melhorar o aspecto do sítio onde vivo!

Além disso, com o aproximar do tempo quente, o espaço transforma-se num autêntico palheiro. Há plantas que depois voltam a romper quando chegam as chuvas, mas a maioria acaba por morrer para meu grande desgosto.

Entretanto, há duas semanas apareceu uma escavadora a fazer grandes buracos e, eu pensei, lá se vai o meu jardim! Fiquei atenta, temendo o pior, a pensar que ia ser tudo abalroado mas, quando chegaram àquele espaço pararam. Será que venci esta batalha?

Uma visita ao IPO


O meu marido deu entrada no IPO no dia 8 de Abril para ser operado a uma deficiencia do foro urológico e devo confessar que no, início, fiquei algo desorientada. Com efeito tinha sempre ouvido horrores relacionados com aquele hospital e por isso fiquei logo de pé atrás.

Saímos de casa por volta das 8 horas da manhâ (era suposto estar lá às 08,30) e felizmente conseguimos lugar de estacionamento ao princípio da rua onde se situa o dito estabelecimento hospitalar.

Chegados lá, os corredores já fervilhavam de gente: doentes, emfermeiras, médicos, pessoal auxiliar, voluntários, etc. Dirigimo-nos ao 4º piso para entregar na Secretaria todos os exames relacionados com a cirurgia. Fomos informados que deveríamos voltar ao piso térreo para aguardarmos a chamada para a consulta de Anestesia na sala 10. Tanto na sala de espera como no corredor, onde se situam as salas, não havia lugar para sentar tal era a multidão que aguardava, como nós, que o nosso nome soasse nos altifalantes.

Enquanto esperámos, e não foi pouco (o que até é compreensível) apareceram uns voluntários extremamente simpáticos com uns carrinhos contendo bebidas (café com leite, café e chá) e também umas bolachas com bom aspecto. Não quizemos aceitar nada porque o apetite era nulo.

Por fim lá entrámos na sala 10 onde uma médica muito formal fez, ao meu marido, uma série de perguntas relacionadas com o estado de saúde passado e presente, mediu a tensão, tomou nota dos medicamentos diários, etc.

Após esta entrevista foi-nos dito para subirmos , outra vez, ao 4º piso, para aí aguardarmos instrucções. Lá entrámos no elevador que é para 6 pessoas mas íamos 5 apertados (e não somos gordos) e chegados lá perguntámos a um funcionário qual o procedimento a seguir. Disse-nos para esperar na sala que alguém viria ter connosco. Tudo isto parece tudo muito aéreo e confuso mas o certo é que nada falhou e, passado algum tempo, uma enfermeira muito sorridente (achei até demasiado) veio fazer as mesmas perguntas que a médica já tinha feito e lá foi preenchendo o questionário dizendo que este não tinha nada a ver com o outro. Eram para departamentos diferentes. Entretanto eram quase 13 horas e chovia torrencialmente! Parece mentira mas eu estava preocupada pelo facto de não ter chapéu de chuva e o carro estar bastante longe!

Depois de algum tempo, pouco, disseram ao doente que podia ocupar a sua cama na sala 9. Reparem bem a sala era nr. 9 e a operação teria lugar no dia seguinte, ou seja, dia 9. Por agora fico por aqui. Depois conto o resto.